Mãezinha, tu sabes que me fazes falta, que sempre fizeste e sempre farás...
sabes que estás sempre comigo, em tudo o que faço, em todos os meus pensamentos em todos os meus medos, riscos, alegrias, momentos decisivos. Tu estás sempre lá, falo contigo, peço-te conselhos e sinais, e tu, sei que sim, proteges-me, cuidas de mim. Se não fosse assim, não teria aguentado metade dos tropeções, buracos escuros e rasteiras no caminho. No entanto fazes-me falta aqui, do meu lado. Essa dor, esse vazio, infelizmente não podem ser ultrapassados. A única solução foi aprender a viver assim...incompleta, meia perdida e sozinha nesta vida.
Mas não desisti nunca de ser feliz, e de um dia para o outro, a felicidade apareceu, vestida de amor e carinho como nunca tinha sentido. Estou inundada de amor, ternura, paz e felicidade. A vida tornou-se mais doce para mim!
Quero dizer-te mãezinha, que não te vou esquecer NUNCA, e que vou sempre lembrar como eras linda, ingénua, menina e senhora. Vou sempre lembrar o cheiro do teu colo, do teu pescoço. O teu corpo nú, tão lindo! O teu olhar esverdeado de menina assustada, o teu sorriso perfeito, os teus dentes brancos, e as sardas no nariz... a tuas gargalhadas tão raras e rasgadas e a tua perdição por chocolate!
Vou sempre guardar comigo as fotos que tenho tuas, as recordações que zelo como pequenos tesouros, como aquele postal que me enviaste de Londres quando eu tinha apenas um ano e que mandei emoldurar.
Vou sempre lembrar-me que adoravas orquídeas (as minhas flores preferidas!...) e que andavas sempre atrás de mim de pente na mão para me prenderes as madeixas loiras nos travessões dourados. O quanto gostavas de praia!!! Os teus pés lindos e bronzeados com as unhas pintadas. A forma exemplar e elegante de vestir e de andar...
AMO-TE muito mãe. Espero que aí onde tu estás, que estejas bem e serena, com a paz que te foi negada em vida. Tu não foste em vão, tu nunca serás esquecida. Um dia, os teus netos que espero poder dar-te, vão saber as coisas bonitas que há para saber sobre ti, não as tristes que essas não servem de nada lembradas, mas vão saber tudo aquilo que guardo no meu coração e na minha memória com tanto carinho.
Hoje sou feliz mãezinha, feliz como eu acho que nunca te vi ser! Espero que isso te deixe feliz, saberes que eu agora, finalmente estou bem. Acredita que não posso pedir mais nada da vida senão saúde, para mim e para aqueles que mais amo.
Um grande grande beijinho, de olhos fechados, a imaginar-me nos teus braços,
a tua filha Q.
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quarta-feira, 13 de agosto de 2008
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Casar ou não casar, eis a questão!
Grande parte das pessoas hoje em dia aderiram á teoria de que o casamento já não faz sentido. É uma opinião tão válida como outra qualquer se bem que não é de todo a que eu defendo.
Se para alguns o casamento é demasiado definitivo e é isso que os assusta, para outros tem o mesmo peso que ir á rua comprar um par de calças novas... Também há quem diga que não consegue ver seriedade no acto quando a maior parte das pessoas sobe a um altar para fazer juras e aceitar compromissos que não vai cumprir, o que é verdade, lamentávelmente todos o sabemos...
Mas a culpa não é do casamento, a culpa é de quem se casa, que o faz livremente e depois não honra a sua própria decisão! Não que o casamento tenha que ser uma prisão eterna! Se se tem a má sorte de não ter um casamento bem sucedido, não temos que ficar presos a ele! Mas não deve ser visto levianamente, como coisa para uma semana ou dois meses! Acho tola a postura que vejo por aí de casar só porque 'chegou a altura' e depois se ver como corre! Pessoalmente acho que se devia casar menos e melhor. Não é necessário casar!!! Nem todos devem fazê-lo! Mas para quem se casa, para aqueles que chegam á conclusão de que é realmente isso que querem para sí, casar deve ser uma necessidade!...É que não há garantias de nada na vida, nem para mim nem para ninguém. Não sabemos que surpresas e desafios vamos ter que enfrentar ao longo dos nossos casamentos. Mas a beleza de tudo reside aí. Quando duas pessoas decidem casar, isso não deve ser motivado por nada exterior a elas. O casamento deve ser uma necessidade de ambos, uma vontade premente de entrega total, o desejo de dizer a alguém que se ama, só quero ser teu para o resto da minha vida e quero assumi-lo perante as nossas famílias e amigos mais próximos, perante toda a sociedade, mesmo não sabendo o que nos está reservado mas tendo a certeza de que é com aquela pessoa ao nosso lado que queremos viver tudo.
Já não se deve ver o casamento como um jogo de influências como tem sido ao longo da História, como uma forma que a Igreja arranjou de tentar acabar com a promiscuidade e de controlar os Homens dentro dos paramêtros que bem entendia, como forma de subsistência.
Não! Contra tudo e contra todos, contra as estatísticas e contra as opiniões gerais, sinto que agora é que o casamento pode fazer sentido como nunca. Agora é que podemos tornar o casamento um acto de amor e 'apenas' isso, sem interesses ou objectivos. Apenas um acto de entrega e de compromisso. Hoje em dia quase todos trabalham e bem ou mal cada um tem a sua independência. Bem ou mal, ninguém tem que casar para ter filhos. Bem ou mal, ninguém é mal visto por ser pai solteiro ou nunca ter casado ao 50 anos. Com o tempo começamos a aceitar aos poucos a liberdade de escolha sexual de cada um. Hoje em dia o casamento de ontem realmente já não faz sentido! Somos nós, aqueles que um dia ainda vão casar que podemos alterar o significado do verbo, e pode muito bem ser aquele que nós lhe dávamos em crianças...
Se para alguns o casamento é demasiado definitivo e é isso que os assusta, para outros tem o mesmo peso que ir á rua comprar um par de calças novas... Também há quem diga que não consegue ver seriedade no acto quando a maior parte das pessoas sobe a um altar para fazer juras e aceitar compromissos que não vai cumprir, o que é verdade, lamentávelmente todos o sabemos...
Mas a culpa não é do casamento, a culpa é de quem se casa, que o faz livremente e depois não honra a sua própria decisão! Não que o casamento tenha que ser uma prisão eterna! Se se tem a má sorte de não ter um casamento bem sucedido, não temos que ficar presos a ele! Mas não deve ser visto levianamente, como coisa para uma semana ou dois meses! Acho tola a postura que vejo por aí de casar só porque 'chegou a altura' e depois se ver como corre! Pessoalmente acho que se devia casar menos e melhor. Não é necessário casar!!! Nem todos devem fazê-lo! Mas para quem se casa, para aqueles que chegam á conclusão de que é realmente isso que querem para sí, casar deve ser uma necessidade!...É que não há garantias de nada na vida, nem para mim nem para ninguém. Não sabemos que surpresas e desafios vamos ter que enfrentar ao longo dos nossos casamentos. Mas a beleza de tudo reside aí. Quando duas pessoas decidem casar, isso não deve ser motivado por nada exterior a elas. O casamento deve ser uma necessidade de ambos, uma vontade premente de entrega total, o desejo de dizer a alguém que se ama, só quero ser teu para o resto da minha vida e quero assumi-lo perante as nossas famílias e amigos mais próximos, perante toda a sociedade, mesmo não sabendo o que nos está reservado mas tendo a certeza de que é com aquela pessoa ao nosso lado que queremos viver tudo.
Já não se deve ver o casamento como um jogo de influências como tem sido ao longo da História, como uma forma que a Igreja arranjou de tentar acabar com a promiscuidade e de controlar os Homens dentro dos paramêtros que bem entendia, como forma de subsistência.
Não! Contra tudo e contra todos, contra as estatísticas e contra as opiniões gerais, sinto que agora é que o casamento pode fazer sentido como nunca. Agora é que podemos tornar o casamento um acto de amor e 'apenas' isso, sem interesses ou objectivos. Apenas um acto de entrega e de compromisso. Hoje em dia quase todos trabalham e bem ou mal cada um tem a sua independência. Bem ou mal, ninguém tem que casar para ter filhos. Bem ou mal, ninguém é mal visto por ser pai solteiro ou nunca ter casado ao 50 anos. Com o tempo começamos a aceitar aos poucos a liberdade de escolha sexual de cada um. Hoje em dia o casamento de ontem realmente já não faz sentido! Somos nós, aqueles que um dia ainda vão casar que podemos alterar o significado do verbo, e pode muito bem ser aquele que nós lhe dávamos em crianças...
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Menino ou menina
Em conversa com amigos calhou mais uma vez abordar-se a eterna questão: 'menino ou menina?'.
Um deles vai ser pai da Inês ainda esta semana! Está feliz e diz-se tranquilo. (Pois que aproveite bem essa tranquilidade porque só lhe vai durar mais uma semana!!!)
O bonito de tudo isto é que todos apesar de confessarmos a nossa preferência, acabamos sempre rematando que: 'na realidade tanto faz!' Claro que tanto faz!!! Que podemos nós fazer quanto a isso? Não depende da nossa vontade. É mais uma daquelas vicissitudes da vida que temos que aceitar. Não está nas nossas mãos. Os nossos filhos são uma dádiva da vida, o melhor que nos pode acontecer e, tal como uma prenda que recebemos sem estar á espera, não os podemos escolher. Só podemos garantir que sejam feitos com amor e esperar que isso de alguma forma se reflicta neles. Sejam o que forem, só temos que ficar gratos pela oportunidade de gerarmos uma vida. Por podermos ser nós a escrever nas páginas em branco daqueles seres que nos são entregues para cuidarmos e amarmos. São a oportunidade de usarmos aquilo que de bom recebemos dos nossos pais e de o melhorarmos, tentando não cair nos erros em que eles cairam. Vamos certamente 'topeçar noutras pedras' ao longo da nossa jornada pelo caminho da paternidade, é certo! Mas isso é inevitável. A vida está sempre a mudar e os tempos são outros. De dia para dia estamos cada vez mais afastados da realidade das gerações mais novas, tal como aconteceu com os nossos pais... Mas os nossos filhos são acima de tudo uma oportunidade que a vida nos dá de nos tornarmos melhores pessoas, só que uns aproveitam e outros não... No entanto, voltando ao assunto inicial, infelizmente, sinto que ainda há aquele preconceito em todas as camadas socias, sem excepção, de se desejar que o primeiro filho seja homem! Isto prende-se com o facto de se continuar com o nome da família... não vejo que tenha tanta importância assim e mesmo esses, os que preferem um rapaz por esses motivos, acabam por aceitar e amar as filhas da mesma maneira. O nome, por muito bonito e pomposo que possa ser, por muitas portas ou janelas que possa abrir, de nada vale quando o indivíduo não é merecedor dele. Em todas as famílias e penso que sem excepção também, há sempre os dignos e as ovelhas negras, os bons e os maus, os polidos e os brutos, os educados e os sem educção, os cultos e os incultos, os bem formados e os mau carácter. As famílias deviam preocupar-se mais com os valores que pensam incutir nas nos bébés que vão nascer do que com o sexo.
Um deles vai ser pai da Inês ainda esta semana! Está feliz e diz-se tranquilo. (Pois que aproveite bem essa tranquilidade porque só lhe vai durar mais uma semana!!!)
O bonito de tudo isto é que todos apesar de confessarmos a nossa preferência, acabamos sempre rematando que: 'na realidade tanto faz!' Claro que tanto faz!!! Que podemos nós fazer quanto a isso? Não depende da nossa vontade. É mais uma daquelas vicissitudes da vida que temos que aceitar. Não está nas nossas mãos. Os nossos filhos são uma dádiva da vida, o melhor que nos pode acontecer e, tal como uma prenda que recebemos sem estar á espera, não os podemos escolher. Só podemos garantir que sejam feitos com amor e esperar que isso de alguma forma se reflicta neles. Sejam o que forem, só temos que ficar gratos pela oportunidade de gerarmos uma vida. Por podermos ser nós a escrever nas páginas em branco daqueles seres que nos são entregues para cuidarmos e amarmos. São a oportunidade de usarmos aquilo que de bom recebemos dos nossos pais e de o melhorarmos, tentando não cair nos erros em que eles cairam. Vamos certamente 'topeçar noutras pedras' ao longo da nossa jornada pelo caminho da paternidade, é certo! Mas isso é inevitável. A vida está sempre a mudar e os tempos são outros. De dia para dia estamos cada vez mais afastados da realidade das gerações mais novas, tal como aconteceu com os nossos pais... Mas os nossos filhos são acima de tudo uma oportunidade que a vida nos dá de nos tornarmos melhores pessoas, só que uns aproveitam e outros não... No entanto, voltando ao assunto inicial, infelizmente, sinto que ainda há aquele preconceito em todas as camadas socias, sem excepção, de se desejar que o primeiro filho seja homem! Isto prende-se com o facto de se continuar com o nome da família... não vejo que tenha tanta importância assim e mesmo esses, os que preferem um rapaz por esses motivos, acabam por aceitar e amar as filhas da mesma maneira. O nome, por muito bonito e pomposo que possa ser, por muitas portas ou janelas que possa abrir, de nada vale quando o indivíduo não é merecedor dele. Em todas as famílias e penso que sem excepção também, há sempre os dignos e as ovelhas negras, os bons e os maus, os polidos e os brutos, os educados e os sem educção, os cultos e os incultos, os bem formados e os mau carácter. As famílias deviam preocupar-se mais com os valores que pensam incutir nas nos bébés que vão nascer do que com o sexo.
terça-feira, 6 de maio de 2008
Quero amar, sempre!
Ás vezes penso como será o futuro... Gostava de manter para sempre a minha fé em algumas pessoas e a minha capacidade de amar. Acredito que sim, que é assim que vai ser. Se até agora não deixei que isso morresse em mim, é porque não vai acontecer, não mesmo! Gosto de olhar para aqueles casais que passaram uma vida inteira juntos e ainda trocam carinhos e elogios constantes. Gosto de ver pais que continuam a amar e cuidar dos filhos já adultos e destes por sua vez cuidarem dos pais com tanto zelo e atenção. Gosto de sentir essa intimidade que os une. Gosto de acreditar que ainda é possível amar assim e que a velocidade e indiferença do quotidiano ainda não conseguiu eliminar tudo de bom que há nas pessoas e no mundo. Já não me considero ingénua, mas fui, em tempos... Talvez por demasiado tempo! Mas já não sou. Apenas quero ter fé num mundo melhor, em pessoas melhores, na existência do amor transparente e generoso, na verdade e nos amigos...
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