O Bernardo é um rapaz de 23 anos que acredita! Acredita num mundo melhor, acredita na mudança, acredita na solidariedade. Parabéns Bernardo. Obrigada por nos dares algum ânimo e por renovares a nossa esperança. Obrigada por de certa forma nos aproximares uns aos outros. Tem sido comovente ver as listas enormes de pessoas amigas de amigos de amigos nossos a responderem ao teu apelo. Todos estamos dispostos a envolver-nos no teu sonho, que afinal também é nosso! De certa forma, acho que uma vez ou outra ao longo da vida já todos passámos por essa fase em que acreditámos que podíamos fazer a diferença. Pena é que não tenhamos todos acreditado tanto como tu que isso possa ser possível. Ás vezes faz falta alguém assim, como tu Bernardo. Mesmo achando que vai ser difícil encontrar uma solução viável para a tua iniciativa, aguardo instruções. Se for funcional, acredita que contribuirei com um euro por mês para ajudar várias causas e instituições sociais com muito gosto! Já tens o meu mail.
Só tenho pena que alguns amigos tenham deixado de acreditar ao longo do seu precurso. Amigos a quem não foi feita justiça, amigos a quem o Estado lesou financeiramente, amigos que não receberam o devido apoio ou reconhecimento pelas suas iniciativas. Amigos a quem tentaram raptar filhos, amigos a quem assaltaram casas, deixaram morrer famíliares, sei lá, de tudo um pouco. Pessoas a quem a polícia e a sociedade não apoiaram, não deram qualquer tipo de resposta na procura de uma solução. Pessoas que por estes motivos se sentiram sem esperança, desamparadas e por isso deixaram de acreditar.
Não deixem que os maus tratos vos isolem do mundo, vos fechem no vosso medo e na vossa revolta. Esforçem-se por vocês mesmos, por aqueles que amam, não deixem morrer a esperança, não sintam que estamos num beco sem saída. Isso seria o fim. Para o bem de todos nós, temos que voltar a acreditar, por muitos tombos que nos façam dar no caminho.
Um abraço para ti Bernardo.
terça-feira, 13 de maio de 2008
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Por entre o fumo alheio...
Desde Janeiro que todos sabemos ser proíbido fumar dentro dos locais de trabalho. Todos sabemos que toda a gente continua a fumar dentro do local de trabalho se porventura os patrões ou os superiores hierárquicos forem fumadores. Toda a gente sabe que só no dia em que as empresas forem valentemente multadas cumprirão essa lei. Só não percebo a passividade daqueles que não fumam e se calam e engolem a fumarada alheia tranquilamente, mesmo com a lei do seu lado! Se se queixassem sem medo, juntos conseguiriam ter peso para alterar esta situação. Mas não, ás vezes sinto como se fosse eu a única incomodada!
Além do total desrespeito por quem não fuma, é uma lei que está a ser violada!
Não sou hipócrita e admito que já fumei. Nunca fui viciada mas sempre fumei um cigarro ou outro. Nos últimos tempos já só fumava um ou dois depois de jantar a acompanhar um café ou um copo de vinho. Entretanto, parei. E já lá vão uns meses... Sinto-me bem com isso e aprecio esta nova vida longe do fumo. É curioso no entanto, como mesmo depois de termos estado do outro lado, uma vez que paramos começamos a achar o tabaco uma coisa suja e sem graça. Perdemos até um pouco da admiração por certas pessoas só pelo facto de fumarem. É uma coisa que em nada nos valoriza e nada tráz de bom ás nossas vidas. Mesmo assim, admito que se sair á noite ou se for a uma jantarada bem regada, que sinto a falta de um cigarrinho social. Mas não cedo, até porque nas duas vezes em que o fiz, fiquei agoniada, muito mal disposta e bastante arrependida pela fraqueza.
Estou bem assim. Só lamento que no meu local de trabalho nada tenha mudado. Tenho noção que para certas pessoas o nível do vício é tão alto que entre trabalhar sem fumar ou ir embora, alguns deles teriam que abdicar do seu emprego!... Mas há uma solução, e curiosamente aqueles que o fazem são os mais novos e os que não estão em lugares de chefia. Irem fumar para a rua. O vício é deles, eles que aguentem sozinhos com as consequências! Mas não, fumam pelos corredores que deixam empestados, fumam nas nossas salas como se nós não existissemos e fossemos seres de sumenos importância (sem direito a ficarmos incomodados com os fumo deles). Quando fumam nas suas próprias salas, para conseguirem suportar o ambiente que lá fica, abrem as portas e janelas e quem aguenta com o fumo, o frio e as correntes de ar em cima são os outros todos, mesmo em pleno inverno! Porque é que não fecham as portas enquanto fumam lá dentro? Se gostam tanto do fumo que desfrutem dele sozinhos! Mas que se lixem os outros, hão-de pensar eles! Tenho pena que seja assim. Não sou santa nem exemplo para ninguém mas lembro-me bem de que quando fumava (pouco) respeitava as outras pessoas. Não fumava na sala de trabalho nem nos corredores. Só fumava onde era permitido e se fosse em zonas de restauração, perguntava ás pessoas das mesas ao lado se me autorizavam a acender o cigarro. Afinal, mais importante que a proibição seria a mudança de atitude dos fumadores.
Além do total desrespeito por quem não fuma, é uma lei que está a ser violada!
Não sou hipócrita e admito que já fumei. Nunca fui viciada mas sempre fumei um cigarro ou outro. Nos últimos tempos já só fumava um ou dois depois de jantar a acompanhar um café ou um copo de vinho. Entretanto, parei. E já lá vão uns meses... Sinto-me bem com isso e aprecio esta nova vida longe do fumo. É curioso no entanto, como mesmo depois de termos estado do outro lado, uma vez que paramos começamos a achar o tabaco uma coisa suja e sem graça. Perdemos até um pouco da admiração por certas pessoas só pelo facto de fumarem. É uma coisa que em nada nos valoriza e nada tráz de bom ás nossas vidas. Mesmo assim, admito que se sair á noite ou se for a uma jantarada bem regada, que sinto a falta de um cigarrinho social. Mas não cedo, até porque nas duas vezes em que o fiz, fiquei agoniada, muito mal disposta e bastante arrependida pela fraqueza.
Estou bem assim. Só lamento que no meu local de trabalho nada tenha mudado. Tenho noção que para certas pessoas o nível do vício é tão alto que entre trabalhar sem fumar ou ir embora, alguns deles teriam que abdicar do seu emprego!... Mas há uma solução, e curiosamente aqueles que o fazem são os mais novos e os que não estão em lugares de chefia. Irem fumar para a rua. O vício é deles, eles que aguentem sozinhos com as consequências! Mas não, fumam pelos corredores que deixam empestados, fumam nas nossas salas como se nós não existissemos e fossemos seres de sumenos importância (sem direito a ficarmos incomodados com os fumo deles). Quando fumam nas suas próprias salas, para conseguirem suportar o ambiente que lá fica, abrem as portas e janelas e quem aguenta com o fumo, o frio e as correntes de ar em cima são os outros todos, mesmo em pleno inverno! Porque é que não fecham as portas enquanto fumam lá dentro? Se gostam tanto do fumo que desfrutem dele sozinhos! Mas que se lixem os outros, hão-de pensar eles! Tenho pena que seja assim. Não sou santa nem exemplo para ninguém mas lembro-me bem de que quando fumava (pouco) respeitava as outras pessoas. Não fumava na sala de trabalho nem nos corredores. Só fumava onde era permitido e se fosse em zonas de restauração, perguntava ás pessoas das mesas ao lado se me autorizavam a acender o cigarro. Afinal, mais importante que a proibição seria a mudança de atitude dos fumadores.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Casar ou não casar, eis a questão!
Grande parte das pessoas hoje em dia aderiram á teoria de que o casamento já não faz sentido. É uma opinião tão válida como outra qualquer se bem que não é de todo a que eu defendo.
Se para alguns o casamento é demasiado definitivo e é isso que os assusta, para outros tem o mesmo peso que ir á rua comprar um par de calças novas... Também há quem diga que não consegue ver seriedade no acto quando a maior parte das pessoas sobe a um altar para fazer juras e aceitar compromissos que não vai cumprir, o que é verdade, lamentávelmente todos o sabemos...
Mas a culpa não é do casamento, a culpa é de quem se casa, que o faz livremente e depois não honra a sua própria decisão! Não que o casamento tenha que ser uma prisão eterna! Se se tem a má sorte de não ter um casamento bem sucedido, não temos que ficar presos a ele! Mas não deve ser visto levianamente, como coisa para uma semana ou dois meses! Acho tola a postura que vejo por aí de casar só porque 'chegou a altura' e depois se ver como corre! Pessoalmente acho que se devia casar menos e melhor. Não é necessário casar!!! Nem todos devem fazê-lo! Mas para quem se casa, para aqueles que chegam á conclusão de que é realmente isso que querem para sí, casar deve ser uma necessidade!...É que não há garantias de nada na vida, nem para mim nem para ninguém. Não sabemos que surpresas e desafios vamos ter que enfrentar ao longo dos nossos casamentos. Mas a beleza de tudo reside aí. Quando duas pessoas decidem casar, isso não deve ser motivado por nada exterior a elas. O casamento deve ser uma necessidade de ambos, uma vontade premente de entrega total, o desejo de dizer a alguém que se ama, só quero ser teu para o resto da minha vida e quero assumi-lo perante as nossas famílias e amigos mais próximos, perante toda a sociedade, mesmo não sabendo o que nos está reservado mas tendo a certeza de que é com aquela pessoa ao nosso lado que queremos viver tudo.
Já não se deve ver o casamento como um jogo de influências como tem sido ao longo da História, como uma forma que a Igreja arranjou de tentar acabar com a promiscuidade e de controlar os Homens dentro dos paramêtros que bem entendia, como forma de subsistência.
Não! Contra tudo e contra todos, contra as estatísticas e contra as opiniões gerais, sinto que agora é que o casamento pode fazer sentido como nunca. Agora é que podemos tornar o casamento um acto de amor e 'apenas' isso, sem interesses ou objectivos. Apenas um acto de entrega e de compromisso. Hoje em dia quase todos trabalham e bem ou mal cada um tem a sua independência. Bem ou mal, ninguém tem que casar para ter filhos. Bem ou mal, ninguém é mal visto por ser pai solteiro ou nunca ter casado ao 50 anos. Com o tempo começamos a aceitar aos poucos a liberdade de escolha sexual de cada um. Hoje em dia o casamento de ontem realmente já não faz sentido! Somos nós, aqueles que um dia ainda vão casar que podemos alterar o significado do verbo, e pode muito bem ser aquele que nós lhe dávamos em crianças...
Se para alguns o casamento é demasiado definitivo e é isso que os assusta, para outros tem o mesmo peso que ir á rua comprar um par de calças novas... Também há quem diga que não consegue ver seriedade no acto quando a maior parte das pessoas sobe a um altar para fazer juras e aceitar compromissos que não vai cumprir, o que é verdade, lamentávelmente todos o sabemos...
Mas a culpa não é do casamento, a culpa é de quem se casa, que o faz livremente e depois não honra a sua própria decisão! Não que o casamento tenha que ser uma prisão eterna! Se se tem a má sorte de não ter um casamento bem sucedido, não temos que ficar presos a ele! Mas não deve ser visto levianamente, como coisa para uma semana ou dois meses! Acho tola a postura que vejo por aí de casar só porque 'chegou a altura' e depois se ver como corre! Pessoalmente acho que se devia casar menos e melhor. Não é necessário casar!!! Nem todos devem fazê-lo! Mas para quem se casa, para aqueles que chegam á conclusão de que é realmente isso que querem para sí, casar deve ser uma necessidade!...É que não há garantias de nada na vida, nem para mim nem para ninguém. Não sabemos que surpresas e desafios vamos ter que enfrentar ao longo dos nossos casamentos. Mas a beleza de tudo reside aí. Quando duas pessoas decidem casar, isso não deve ser motivado por nada exterior a elas. O casamento deve ser uma necessidade de ambos, uma vontade premente de entrega total, o desejo de dizer a alguém que se ama, só quero ser teu para o resto da minha vida e quero assumi-lo perante as nossas famílias e amigos mais próximos, perante toda a sociedade, mesmo não sabendo o que nos está reservado mas tendo a certeza de que é com aquela pessoa ao nosso lado que queremos viver tudo.
Já não se deve ver o casamento como um jogo de influências como tem sido ao longo da História, como uma forma que a Igreja arranjou de tentar acabar com a promiscuidade e de controlar os Homens dentro dos paramêtros que bem entendia, como forma de subsistência.
Não! Contra tudo e contra todos, contra as estatísticas e contra as opiniões gerais, sinto que agora é que o casamento pode fazer sentido como nunca. Agora é que podemos tornar o casamento um acto de amor e 'apenas' isso, sem interesses ou objectivos. Apenas um acto de entrega e de compromisso. Hoje em dia quase todos trabalham e bem ou mal cada um tem a sua independência. Bem ou mal, ninguém tem que casar para ter filhos. Bem ou mal, ninguém é mal visto por ser pai solteiro ou nunca ter casado ao 50 anos. Com o tempo começamos a aceitar aos poucos a liberdade de escolha sexual de cada um. Hoje em dia o casamento de ontem realmente já não faz sentido! Somos nós, aqueles que um dia ainda vão casar que podemos alterar o significado do verbo, e pode muito bem ser aquele que nós lhe dávamos em crianças...
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Menino ou menina
Em conversa com amigos calhou mais uma vez abordar-se a eterna questão: 'menino ou menina?'.
Um deles vai ser pai da Inês ainda esta semana! Está feliz e diz-se tranquilo. (Pois que aproveite bem essa tranquilidade porque só lhe vai durar mais uma semana!!!)
O bonito de tudo isto é que todos apesar de confessarmos a nossa preferência, acabamos sempre rematando que: 'na realidade tanto faz!' Claro que tanto faz!!! Que podemos nós fazer quanto a isso? Não depende da nossa vontade. É mais uma daquelas vicissitudes da vida que temos que aceitar. Não está nas nossas mãos. Os nossos filhos são uma dádiva da vida, o melhor que nos pode acontecer e, tal como uma prenda que recebemos sem estar á espera, não os podemos escolher. Só podemos garantir que sejam feitos com amor e esperar que isso de alguma forma se reflicta neles. Sejam o que forem, só temos que ficar gratos pela oportunidade de gerarmos uma vida. Por podermos ser nós a escrever nas páginas em branco daqueles seres que nos são entregues para cuidarmos e amarmos. São a oportunidade de usarmos aquilo que de bom recebemos dos nossos pais e de o melhorarmos, tentando não cair nos erros em que eles cairam. Vamos certamente 'topeçar noutras pedras' ao longo da nossa jornada pelo caminho da paternidade, é certo! Mas isso é inevitável. A vida está sempre a mudar e os tempos são outros. De dia para dia estamos cada vez mais afastados da realidade das gerações mais novas, tal como aconteceu com os nossos pais... Mas os nossos filhos são acima de tudo uma oportunidade que a vida nos dá de nos tornarmos melhores pessoas, só que uns aproveitam e outros não... No entanto, voltando ao assunto inicial, infelizmente, sinto que ainda há aquele preconceito em todas as camadas socias, sem excepção, de se desejar que o primeiro filho seja homem! Isto prende-se com o facto de se continuar com o nome da família... não vejo que tenha tanta importância assim e mesmo esses, os que preferem um rapaz por esses motivos, acabam por aceitar e amar as filhas da mesma maneira. O nome, por muito bonito e pomposo que possa ser, por muitas portas ou janelas que possa abrir, de nada vale quando o indivíduo não é merecedor dele. Em todas as famílias e penso que sem excepção também, há sempre os dignos e as ovelhas negras, os bons e os maus, os polidos e os brutos, os educados e os sem educção, os cultos e os incultos, os bem formados e os mau carácter. As famílias deviam preocupar-se mais com os valores que pensam incutir nas nos bébés que vão nascer do que com o sexo.
Um deles vai ser pai da Inês ainda esta semana! Está feliz e diz-se tranquilo. (Pois que aproveite bem essa tranquilidade porque só lhe vai durar mais uma semana!!!)
O bonito de tudo isto é que todos apesar de confessarmos a nossa preferência, acabamos sempre rematando que: 'na realidade tanto faz!' Claro que tanto faz!!! Que podemos nós fazer quanto a isso? Não depende da nossa vontade. É mais uma daquelas vicissitudes da vida que temos que aceitar. Não está nas nossas mãos. Os nossos filhos são uma dádiva da vida, o melhor que nos pode acontecer e, tal como uma prenda que recebemos sem estar á espera, não os podemos escolher. Só podemos garantir que sejam feitos com amor e esperar que isso de alguma forma se reflicta neles. Sejam o que forem, só temos que ficar gratos pela oportunidade de gerarmos uma vida. Por podermos ser nós a escrever nas páginas em branco daqueles seres que nos são entregues para cuidarmos e amarmos. São a oportunidade de usarmos aquilo que de bom recebemos dos nossos pais e de o melhorarmos, tentando não cair nos erros em que eles cairam. Vamos certamente 'topeçar noutras pedras' ao longo da nossa jornada pelo caminho da paternidade, é certo! Mas isso é inevitável. A vida está sempre a mudar e os tempos são outros. De dia para dia estamos cada vez mais afastados da realidade das gerações mais novas, tal como aconteceu com os nossos pais... Mas os nossos filhos são acima de tudo uma oportunidade que a vida nos dá de nos tornarmos melhores pessoas, só que uns aproveitam e outros não... No entanto, voltando ao assunto inicial, infelizmente, sinto que ainda há aquele preconceito em todas as camadas socias, sem excepção, de se desejar que o primeiro filho seja homem! Isto prende-se com o facto de se continuar com o nome da família... não vejo que tenha tanta importância assim e mesmo esses, os que preferem um rapaz por esses motivos, acabam por aceitar e amar as filhas da mesma maneira. O nome, por muito bonito e pomposo que possa ser, por muitas portas ou janelas que possa abrir, de nada vale quando o indivíduo não é merecedor dele. Em todas as famílias e penso que sem excepção também, há sempre os dignos e as ovelhas negras, os bons e os maus, os polidos e os brutos, os educados e os sem educção, os cultos e os incultos, os bem formados e os mau carácter. As famílias deviam preocupar-se mais com os valores que pensam incutir nas nos bébés que vão nascer do que com o sexo.
terça-feira, 6 de maio de 2008
Quero amar, sempre!
Ás vezes penso como será o futuro... Gostava de manter para sempre a minha fé em algumas pessoas e a minha capacidade de amar. Acredito que sim, que é assim que vai ser. Se até agora não deixei que isso morresse em mim, é porque não vai acontecer, não mesmo! Gosto de olhar para aqueles casais que passaram uma vida inteira juntos e ainda trocam carinhos e elogios constantes. Gosto de ver pais que continuam a amar e cuidar dos filhos já adultos e destes por sua vez cuidarem dos pais com tanto zelo e atenção. Gosto de sentir essa intimidade que os une. Gosto de acreditar que ainda é possível amar assim e que a velocidade e indiferença do quotidiano ainda não conseguiu eliminar tudo de bom que há nas pessoas e no mundo. Já não me considero ingénua, mas fui, em tempos... Talvez por demasiado tempo! Mas já não sou. Apenas quero ter fé num mundo melhor, em pessoas melhores, na existência do amor transparente e generoso, na verdade e nos amigos...
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Aprender a ser feliz
Tenho um amigo que me dizia com bastante frequência que o meu mal era ter medo de ser feliz. Dizia-me que não me conseguia entregar nas mãos de quem me tratava bem, não tanto por masoquismo mas talvez por estar habituada a que as pessoas mais tarde ou mais cedo me falhassem. Essa era a sua explicação para a minha insistência em escolher ou manter namoros ou amizades "complicadas" que me faziam miserávelmente infeliz e que ele não compreendia. De acordo com o meu amigo, eu fazia-o porque inconscientemente isso me fazia sentir segura. Tinha á partida a certeza de que me iam falhar e de que não poderia contar com eles para nada e isso era a minha segurança. Não ia ter surpresas nem desgostos inesperados. Já sabia com o que contava e era aquilo! Depois, restava-me desabafar, queixar-me quando tinha oportunidade para isso e voltar ao meu dia-a-dia insignificante. Custa-me acreditar na teoria do meu amigo embora ele possa ter alguma razão. Eu sempre quiz muito ser feliz. Sempre lutei por isso (da forma errada admito), mas sempre ambicionei viver o mais possível uma vida cheia de sorrisos genuínos e de suspiros cheios de satisfação.
Compreendo porque ele me dizia isto uma e outra vez... é que sempre que a felicidade me batia á porta eu mostrava algum agrado mas ao fim de dois ou três dias, atirava-lhe com a porta na cara e lá voltava eu para aquela vida que eu já conhecia e que me esvaziava noite após noite. E aí deitava a minha cabeça na almofada e chorava.
Eu vivi sempre muito presa ás pessoas, a tudo ao meu redor. Tenho problemas com despedidas, confesso. Sempre sonhei com o novo e inesperado mas sempre me mantive agarrada a tudo, incluíndo quem me deitava abaixo e me anulava.
Mas tudo mudou!
Foi preciso muito sofrimento para aprender a valorizar o que realmente tem valor nesta vida. Não que eu não desse valor ás coisas certas, sempre soube o que interessava e o que não valia nada. Mas entre o saber e o praticar ou entre o saber e o sentir...vai uma distância.
Aprendi. Foram anos e anos de dor, muita dela excusada mas foi assim que teve de ser. A lição foi estudada e vivida exaustivamente. Agora sei o caminho a percorrer. A vida afinal também pode ser boa e gratificante! Cabe-nos a nós não fecharmos a porta á felicidade quando ela se depara no nosso caminho! Há que saber reconhecê-la e agarrá-la de imediato. A vida é curta, demasiado curta para perdermos tempo a viver rodeados de quem não nos faz felizes. Este é o meu novo lema. É com ele que começa a minha nova vida e este novo blog.
Compreendo porque ele me dizia isto uma e outra vez... é que sempre que a felicidade me batia á porta eu mostrava algum agrado mas ao fim de dois ou três dias, atirava-lhe com a porta na cara e lá voltava eu para aquela vida que eu já conhecia e que me esvaziava noite após noite. E aí deitava a minha cabeça na almofada e chorava.
Eu vivi sempre muito presa ás pessoas, a tudo ao meu redor. Tenho problemas com despedidas, confesso. Sempre sonhei com o novo e inesperado mas sempre me mantive agarrada a tudo, incluíndo quem me deitava abaixo e me anulava.
Mas tudo mudou!
Foi preciso muito sofrimento para aprender a valorizar o que realmente tem valor nesta vida. Não que eu não desse valor ás coisas certas, sempre soube o que interessava e o que não valia nada. Mas entre o saber e o praticar ou entre o saber e o sentir...vai uma distância.
Aprendi. Foram anos e anos de dor, muita dela excusada mas foi assim que teve de ser. A lição foi estudada e vivida exaustivamente. Agora sei o caminho a percorrer. A vida afinal também pode ser boa e gratificante! Cabe-nos a nós não fecharmos a porta á felicidade quando ela se depara no nosso caminho! Há que saber reconhecê-la e agarrá-la de imediato. A vida é curta, demasiado curta para perdermos tempo a viver rodeados de quem não nos faz felizes. Este é o meu novo lema. É com ele que começa a minha nova vida e este novo blog.
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