quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Às vezes só depende de nós...

Quem nunca viveu um desgosto amoroso e se viu confrontado com a necessidade de pôr fim a uma relação que fazia mais mal que bem?
Quase todos pelo menos uma vez na vida, adolescentes ou adultos!

O problema é que ás vezes pode acontecer cair-se no erro de "endeusar" alguém que não merece. Ir sempre adiando o fim e vivendo de falsas esperanças nas quais já ninguém acredita.

Hoje falei com alguém que me é próximo, alguém de quem eu gosto e de quem estava afastada há uns meses. Ela tem passado por coisas que com mais ou menos semelhanças, já quase toda a gente passou ao longo da vida e outras que talvez sejam bem mais complicadas que as experiências da maioria...
Espero que ela acredite em mim, em tudo aquilo que lhe digo com sinceridade. Espero que ela acredite que se quiser vai ser capaz de andar para a frente e ser livre. Que ela acredite que tem tudo para ser feliz e que nunca opte por desistir sem pensar na falta e nas consequências que isso teria na vida inteira de um filho ou de uma filha...


É verdade M, um dia, num dia qualquer, um dia vais conseguir dar a volta e mudar de lado. Sair da história, fechar a porta e virar costas. E então o tempo vai passar... A verdade vai aparecer diante dos teus olhos. Vais perceber que afinal aquilo que deixaste para tráz faz parte do passado e que apenas valeu pela experiência. Vais conseguir olhar com total lucidez para tudo aquilo que antes não conseguias compreender. A tua vida renova-se, a luz volta a reflectir-se nos teus olhos de novo abertos, o teu coração vai ansiar emoções para as quais esteve fechado tanto tempo. Vais viver a chamada fase da euforia. Essa fase faz falta, vai fazer-te sentir de novo dona de ti . Vais sentir-te bem e isso irá atrair os amigos, os colegas, toda a gente á tua volta! Começas a acreditar em ti, a cuidares-te mais, a tua auto-estima vai ser maior e, com isso, inevitávelmente vais tornar-te ainda mais bonita, quer por dentro quer por fora! É por isso que na fase que custa mais e em que te encontras, não podes desistir!

Acredita minha querida! Vais ser capaz! Não és a primeira e nem serás a última pessoa neste mundo que se enganou na escolha e entregou o seu coração a quem não o soube cuidar. Acredita que vais ter força. Não desistas, nem da vida nem de ti.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

nada a dizer...

Hoje no blog de uma amiga, a propósito do que ela dizia, respondi-lhe que concordava com ela. Há dias em que há muito para escrever e há dias em que parece não haver nada a dizer.
Sim, há dias em que não sentimos vontade de partilhar ou que pura e simplesmente não se passou nada de especial ou suficientemente envolvente para que seja necessário falar. Ou então talvez o contrário... pode ter acontecido algo tão sério e tão profundo que também não queiramos partilhar, por ser tão nosso, tão íntimo.
Podem ser alegrias ou tristezas profundas mas há coisas que guardamos só para nós. Não é que o facto de falar mude alguma coisa... Não agrava nem suaviza nem engrandece o que se passou. No entanto não há aquela vontade de expor.
Acho que há coisas que mesmo sem serem faladas se percebem, se adivinham, se sentem "no ar". Há coisas que não é preciso dizer-se, todos sabem e aqueles que estão próximos de nós vivem-no também, sentem-no também e juntos partilhamos tudo isso.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Lições da vida...pensamentos que passei para o papel em 2005 e que encontrei. Continua a ser assim que penso por isso aqui está.

É curioso! Nunca vos passou pela cabeça aquela ideia maluca (ou não) de que a vida além de ciclica é sempre a mesma? Que todos nós vivemos exactamente as mesmas fases mas em alturas desencontradas e que é apenas por isso que parece tão diversa? Claro que há coisas que certas pessoas fazem que outras nunca farão! Isso, felizmente, é garantido.
No outro dia, ao contornar uma rotunda passou-me esta ideia pela cabeça!
Na altura achei engraçado, sorri e segui o meu percurso.
No entanto, se em parte parece impossível, e á primeira vista nos parece uma teoria absurda, o certo é que temos que admitir que já muitas vezes, por vicissitudes da vida fomos levados a agir de formas completamente novas e surpreendentes até para nós próprios! Quem não não deu por si a fazer algo que sempre repudiou? Quem nunca teve problemas em adormecer por se ter sentido forçado a agir contra aquilo em que acredita?
Quem nunca fez algo que antes condenava nos outros?
Pois é, a velha história de lançar a primeira pedra!...
Devo admitir que aos trinta anos, para além de conhecer um pouco mais o ser humano e a vida, tenho muito menos certezas do que as que tinha durante a infância e a adolescência. As certezas vão-se perdendo pelo caminho e em contrapartida as dúvidas que se instalaram em mim são cada vez mais!
Os motivos? Os motivos que nos levam a agir desta forma? Podem ser tantos!... Mas básicamente por amor, por descontentamento com a vida, por medo, insegurança, por coragem, por necessidade de nos sentirmos vivos!
Ao chegar aos trinta, (e refiro-me a esta idade como um marco, uma referência, um ponto de partida pois não houve um dia exacto em que acordei diferente), concluí que se não vou ser eterna, devo lutar cada vez mais por aquilo que quero.
O tempo passa a correr e nós estamos presos a um corpo que envelhece, que pode adoecer e deixar-nos limitados. Temos que usá-lo, tirar proveito dele enquanto tem algo para nos dar. Como os sentimentos, que já não escondemos, não guardamos para nós por medo, insegurança, inexperiência ou estúpidez. Não, agora percebemos que não há tempo a perder. A vida é para ser vivida, e em pleno. Não podemos desperdiçar o tempo que se gasta e tão rápidamente fica para trás. Há que sentir! Amar, ser amado, sorrir e chorar. Saber ganhar e perder com a mesma dignidade e sabendo que tudo faz parte da vida. Não se ganha sempre. Mas não se pode perder o tempo todo. Há que arriscar, ir para a frente e fazer aquilo que o nosso ser, a nossa alma nos pede.
E se aprendi alguma coisa até agora, essa coisa foi que não devemos ser preconceituosos e julgar os outros como se fossemos perfeitos e imaculados. Até mesmo porque se de alguma forma o fossemos, nada garantiria que daí para a frente não viéssemos a pecar!
E é ai que quero chegar! Durante toda a minha vida procurei agir de acordo com a educação que recebi. Frenquentei colégios bons, de freiras inclusive, e, em casa, embora não se vivesse á antiga e como manda a Igreja, foram-me incutidos aquilo que acho serem bons princípios. Uma sorte! Tendo em conta que cresci num ambiente particular e não muito recomendável... Hoje, com 30 anos, sinto que estou pronta para me libertar de algumas correntes que me têm mantido presa. Valorizo o amor, as boas condutas, o respeito pelo próximo, a generosidade, a compaixão e a entreajuda. Mas não quero continuar acorrentada a tanto que me privava de viver. Acreditava que tinha que ser uma menina imaculada com a obrigação de ser perfeita!
Refilava de tudo, censurava todos, atribuia culpas, ditava sentenças. Esperava demasiado de mim e exigia demais dos outros! Fruto da forma como fui criada (sim, cheguei a ser castigada por um atraso de 2 minutos...).
Nós somos o que somos. Podemos sonhar, devemos fazê-lo e precisamos disso! Mas somos sempre uns meros peões presos á nossa condição de humanos. Não estou a ser péssimista. Nada disso, apenas a constatar a realidade.
E, foi por ter chegado a estas conclusões que percebi que muito pouca gente merece o nosso sofrimento. Isto, se alguém o merecer... E nem é bem uma questão de merecimento, tem mais a ver com o facto de que sorrir e chorar fazem parte da vida e que quando choramos, não devemos deixar-nos ficar presos ao motivo que nos faz doer. Devemos usar a nossa capacidade regenerativa. Dar um salto para a frente. Hoje em dia tento pensar mais em mim. Já lá vai o tempo em que acordava com o peso do mundo em cima das minhas costas! Sentia-me triste pelas degraças do mundo. Sofria demasiado quando sabia pelo noticiário que alguém tinha perdido um ente querido. Doía-me ao ponto de chorar a valer por saber que um bébé estava a morrer de uma doença incurável, que um velhinho tinha morrido de solidão...que havia guerra e as crianças ficavam orfãs, mutiladas. Pensava muita vezes e enquanto me ria de alguma piada junto de amigos meus, lembrava-me que nesse preciso instante alguém estava a chorar, a sentir uma dor muito profunda, a sentir a maior tristeza que um ser humano tem capacidade de sentir, que havia pessoas com fome nesse instante! E depois, a minha alegria momentanêa já não era tão forte, tão plena! Desvanecia-se com a dor alheia.
Com o tempo acho que me tornei um bocadinho mais fria, talvez mais egoísta... Continuo sensível ao mundo e a tudo o que se passa. Mas percebi que não sou capaz de o mudar sózinha e de uma assentada! O mundo tem que ir mudando por sí, com tempo, e de acordo com o que as pessoas todas quiserem fazer dele. Percebi que não sou culpada por todas as suas tristezas. Deixei de carregar esse peso em cima dos ombros. Deixei de querer ser perfeita! Ora bolas! Que se lixe a perfeição. Mas como é que se pode ser feliz sendo perfeito num mundo de pernas para o ar?
Temos que viver de acordo com os nossos princípios sim! Mas temos que os saber gerir de acordo com os momentos e de acordo com os nossos sonhos. Amanhã pode ser tarde demais. E a partir de agora só me quero arrepender do que possa ter feito, não do que perdi a oportunidade de fazer. Quero ser feliz, quero pensar em mim. Quero ser mais ousada e corajosa. Tirar mais partido da vida! Ser mais desinibida, mais livre, mais adulta, mais mulher. Continuo a respeitar o próximo, só não quero achar que a felicidade dos outros depende directamente das minhas atitudes. A felicidade dos outros passa também pelo que eles fazem das vidas deles. Não depende única e exclusivamente de mim! Com isto não tenciono desresponsabilizar-me das minhas atitudes! Não! Apenas quero esclarecer a mim própria de que não sou culpada de tudo o que acontece de errado no mundo. Que eu também já sofri, que também já me magoaram muito.
Percebi que se eu não fôr feliz não vou poder contribuir para um mundo melhor! E eu quero as duas coisas, quero que o mundo seja melhor e quero muito ser FELIZ!!!!!
E acho também que se antes esperava alcançar a felicidade por intermédio das atitudes dos outros, que estava enganada. Não posso depender dos outros para me sentir feliz. Tenho que saber buscar a felicidade dentro de mim. Se eu me puser á disposição, completamente entregue nas mãos de outra pessoa, torno-me vulnerável, e o ser humano quando vê fraqueza, talvez por um resquício de animalidade selvagem, pisa, enxovalha, despreza, maltrata, magoa.
Tenho que ser eu a defender-me, a saber dar-me aos outros sem me perder de mim. Ter os meus limites, exigir o respeito que me é devido. Não consumir a minha energia de forma errada ou pior ainda permitir que me a levem de mim.
Quero dar-me ao mundo, ás pessoas, á vida, mas não vou fazê-lo ao desbarato. Quero dar-me a quem me queira receber, a quem me dê valor. Não faz sentido implorar o afecto de alguém ou viver apenas das suas migalhas de afecto. Nem em relação á família nem em relação aos nossos outros afectos e amores. Com tanta gente no mundo, mais tarde ou mais cedo vão surgindo aqueles para quem somos importantes e que estão na nossa onda. Que pensam e sentem e amam como nós. E esses, esses que vão aparecendo e que são como nós, dão-se a conhecer, revelam-se, e aí, aí podemos ser nós próprios, sem esquemas e jogos. Aí ,podemos agir e sentir de forme livre. Podemos finalmente ser transparentes sem correr grandes riscos porque estamos em contacto com alguém que já ama, sente e pensa como nós.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Anjo meu...


Muito se fala de anjos da guarda.
Anjo para cá, anjo para lá. Eu tenho um anjo que é da guarda também, mas não só...
Não é um anjo desses, virtuais, de quem se fala tanto por aí.
É um anjo só meu.
De carne e osso.
É o meu anjo da luz, do amor, do carinho, da ternura e meiguice, da compreensão, da companhia, dos sonhos, da alegria e principalmente da dor! É ele, o meu anjo, que me acompanha em todas as horas, que está sempre comigo quando eu preciso que esteja, que larga tudo para me acompanhar, que dê por onde der, e dê as voltas que tiver que dar, está sempre lá.
A ti meu anjo, um grande beijinho de agradecimento por seres quem és e por fazeres parte da minha vida. És único, lindo!
Não vou dizer-te o que sinto por ti, tu já o sabes bem. :)

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Para sempre juntas

Mãezinha, tu sabes que me fazes falta, que sempre fizeste e sempre farás...
sabes que estás sempre comigo, em tudo o que faço, em todos os meus pensamentos em todos os meus medos, riscos, alegrias, momentos decisivos. Tu estás sempre lá, falo contigo, peço-te conselhos e sinais, e tu, sei que sim, proteges-me, cuidas de mim. Se não fosse assim, não teria aguentado metade dos tropeções, buracos escuros e rasteiras no caminho. No entanto fazes-me falta aqui, do meu lado. Essa dor, esse vazio, infelizmente não podem ser ultrapassados. A única solução foi aprender a viver assim...incompleta, meia perdida e sozinha nesta vida.
Mas não desisti nunca de ser feliz, e de um dia para o outro, a felicidade apareceu, vestida de amor e carinho como nunca tinha sentido. Estou inundada de amor, ternura, paz e felicidade. A vida tornou-se mais doce para mim!
Quero dizer-te mãezinha, que não te vou esquecer NUNCA, e que vou sempre lembrar como eras linda, ingénua, menina e senhora. Vou sempre lembrar o cheiro do teu colo, do teu pescoço. O teu corpo nú, tão lindo! O teu olhar esverdeado de menina assustada, o teu sorriso perfeito, os teus dentes brancos, e as sardas no nariz... a tuas gargalhadas tão raras e rasgadas e a tua perdição por chocolate!
Vou sempre guardar comigo as fotos que tenho tuas, as recordações que zelo como pequenos tesouros, como aquele postal que me enviaste de Londres quando eu tinha apenas um ano e que mandei emoldurar.
Vou sempre lembrar-me que adoravas orquídeas (as minhas flores preferidas!...) e que andavas sempre atrás de mim de pente na mão para me prenderes as madeixas loiras nos travessões dourados. O quanto gostavas de praia!!! Os teus pés lindos e bronzeados com as unhas pintadas. A forma exemplar e elegante de vestir e de andar...
AMO-TE muito mãe. Espero que aí onde tu estás, que estejas bem e serena, com a paz que te foi negada em vida. Tu não foste em vão, tu nunca serás esquecida. Um dia, os teus netos que espero poder dar-te, vão saber as coisas bonitas que há para saber sobre ti, não as tristes que essas não servem de nada lembradas, mas vão saber tudo aquilo que guardo no meu coração e na minha memória com tanto carinho.
Hoje sou feliz mãezinha, feliz como eu acho que nunca te vi ser! Espero que isso te deixe feliz, saberes que eu agora, finalmente estou bem. Acredita que não posso pedir mais nada da vida senão saúde, para mim e para aqueles que mais amo.
Um grande grande beijinho, de olhos fechados, a imaginar-me nos teus braços,
a tua filha Q.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Viva o Sushi!

É engraçado ver como nós estamos em constante evolução e mudança, apesar da essência estar lá, permanecer e ser a nossa identidade como indivíduos. Quanto a isso, pau torto será sempre torto e pau direito não precisa de se endireitar porque já o é... Há coisas que são variáveis, mas as constantes não mudam porque são o que são.
Mas em relação ás mudanças, quem não se lembra de crescer a ouvir os adultos dizerem que quando eram mais novos também não gostavam de bróculos e que agora gostam? Que não conseguiam comer voluntáriamente nem sopa nem peixe e agora adoram?
Gosto de ver passar-se o mesmo comigo. Encanta-me redescobrir-me, sentir que sou a mesma de sempre, aquela menina de vestidinho que corria tanto que o pai lhe dizia que parecia ser uma gazela. Aquela menina que andou no piano e desistiu das aulas de vela porque tinha medo das alforrecas... :) e no entanto, perceber que há mudanças que vão acontecendo...
Tudo isto para vos contar que últimamente ando a apaixonar-me pelo sushi. Isso mesmo!!! Eu que detestava e não conseguia perceber este fenómeno, esta moda do sushi à escala mundial! Fazia-me confusão que as pessoas dissessem que apreciavam uma coisa tão estranha ao nosso paladar e tão alternativa. Para ficar bem comigo própria, decidi encarar aquilo como algo passageiro e achar que as pessoas diziam gostar só para se integrarem e serem vistas como alguém moderno e aberto ao mundo. Mas, realmente, bem diz aquele ditado oriental que "seeing once is better than hearing a thousand times", o que nesto caso podemos converter para, "provar uma vez, é melhor que ouvir falar mil vezes". Mas quando digo provar, não me refiro á minha primeira experiência!!!! Nem primeira nem segunda, e nem mesmo terceira! Não de todo! Essas foram desatrosas e foram a causa do meu repúdio inicial pelo sushi. Foi preciso ir a um local especial* para começar a descobrir novos sabores que me cativaram. Depois dessa vez, fiquei como que hipnotizada, só pensava voltar ao mesmo restaurante para ver se tinha sido um momento único ou se iria gostar de repetir a experiência. Parecia que alguém lá tinha colocado algum pózinho mágico que me tinha prendido e feito gostar. Esta boa experiência fez-me ficar aberta a outras que surgiram e por sorte, também conheci mais um lugar especial**. Resultado: uma valente "barrigada" de sushi! LOL. Claro que não chego ao patamar de certos amigos meus que já dominam a "arte" de comer sushi há anos! Sim, não estou lá ainda!... mas a avaliar pela evolução, não sei! :) O Sushi é como muitas coisas na vida, há que começar por aceitá-las e depois aprender a viver com elas e com sorte, ás vezes até gostar!
Só me faltava esta! Qualquer dia ainda descubro que gosto de Whisky! LOL

*Clube do Sushi - Lapa
**Estado Líquido sushi Lounge - Perto da 24 de Julho

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Haja LUZ!

Quando era mais nova deixava-me afectar por comentários mal intencionados e atitudes injustas e descabidas que pudessem ter comigo ou que eu presenciasse terem com outras pessoas. A maldade e estúpidez gratuita ofendia-me profundamente e deixava-me debilitada e angústiada. Mas, como faz parte da natureza humana, tentava sempre encontrar motivos que justificassem certas palavras e atitudes. No entanto, confesso que raramente conseguia desvendá-los.
Hoje, e a idade serve também para isso, já não me deixo abalar da mesma forma. FELIZMENTE!!!!! !!!!!!!!
A vida ensina-nos que é impossível agradar a toda a gente e conseguir estar bem com Deus e bem com o Diabo! E eu, muito sinceramente, do diabo quero é ter muita distância! :)
Assim, cheguei á conclusão que infelizmente há pessoas sem LUZ, sem PAZ de espírito e algumas até, que acrescentam a isso a estúpidez e maldade, provenientes certamente de mau caractér e de má formação. A essas pessoas, o meu sincero lamento por não conseguirem ser felizes e por não suportarem que os outros o possam ser. No fundo, não lhes quero mal algum. Desejo-lhes apenas que cresçam como pessoas e que lutem por momentos felizes e sentimentos positivos. É demasiado óbvio que alguém que perde tempo a desejar mal a outra pessoa ou se dá ao trabalho de ter atitudes cujo intuito seja única e exclusivamente tentar magoar ou chocar os outros gratuitamente, que é uma pessoa com uma vida triste e vazia. Sim, quem tem vida própria e o afecto de outros, tem mais que fazer do seu tempo!
Muita Luz, meus amigos (ou talvez não), muita LUZ! :)

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Amizade

A amizade não se vende, não se cobra, não se empresta e se dá à troca. A amizade simplesmente existe e se oferece.
Apesar dos meus 33 anos, continuo a não perceber como as pessoas se dizem amigas de alguém quando não são capazes de abrir mão ou fazer o mínimo esforço pelo suposto amigo.
Não consigo também entender como há pessoas que cobram telefonemas ou situações e argumentam que não dão mais de sí enquanto não receberem o mesmo de volta...
Confesso que não me lembro de quem ligou em último, se fui eu ou se foi determinado amigo... Para mim isso não é importante, o que conta é que se vai ligando, umas vezes com maior assiduidade que outras, é assim a vida. Não me zango ou amuo se fui eu a última pessoa a ligar e não tive retorno. Ligo as vezes que me lembrar ou tiver oportunidade de o fazer.
Para mim amizade é um privilégio, uma coisa realmente importante na minha vida. Nem sempre pude estar presente em todos os momentos decisivos dos meus amigos, mas creio que eles sabem que o meu pensamento e o meu carinho os acompanhava... Tive momentos complicados em que me afastei, mas eles sempre estiveram a par dos acontecimentos e nunca se sentiram abandonados sem causa. Podiam compreender ou não, mas os que eram realmente amigos ainda cá estão hoje, vivendo e partilhando comigo cada conquista, cada alegria, cada passo em frente que me vai distanciando do passado.
Ser amigo, a meu ver, é estar disponível mesmo quando não se está. É ter a capacidade de ás vezes largar tudo para socorrer o outro. É sermos capazes de ser altruístas. É darmos o lugar da frente ao amigo que enjoa no carro se for sentado atrás. Ser amigo é demostrar e dar o nosso afecto. É fazer o outro sentir-se acompanhado e protegido nos seus medos e receios. É ter risos e fotos de momentos mágicos juntos, memórias para recordar. Ser amigo é chorar e rir com o outro. Claro que a amizade tem que ser cuidada. Como qualquer outro sentimento, sem ser "alimentada" enfraquece e acaba eventualmente por morrer!
No entanto, a amizade não custa, não cobra e não pede nada em troca. A amizade é gratuita e ou se tem ou não.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

A causa para o meu desaparecimento


Olá amigos e amigas.
Confesso que ando há dias a pensar publicar alguma coisa mas tem-me faltado o tempo e disponibilidade emocional para o fazer.
Fui de férias a meio do mês passado e desde então aconteceu tanta coisa que não tive mesmo oportunidade! :) No entanto, após algumas "reclamações" pelo meu desaparecimento (que confesso, me deixaram feliz), senti que não podia continuar a adiar.
O que se passou é que fui de férias e voltei casada! :) Isso mesmo!!! Casada!
Não que não tivessemos planos de o fazer...era um assunto abordado com alguma regularidade. Não havia dúvidas quanto á vontade de darmos esse passo. No entanto, um belo dia, estava eu em Miami preparadissíma para passar um dia de loucos enfiada num outlet e a fazer compras que nem doida, o meu namorado, que é agora meu marido (ehehehe! Sabe bem dizer isto!) surpreendeu-me com o pedido mais bonito e sincero que ouvi na vida. Nem nos filmes! Foi mágico! E como estávamos nos Estados Unidos, a terra onde quase tudo ainda é possível, casámos mesmo alí em Miami Beach.
Eu não estava minimamente preparada mas é engraçado!... Quando o homem da nossa vida nos pede para casar com ele alí e agora, todos os sonhos de um casamento tradicional com direito a vestido, flores, convidados, igreja etc., deixam de ter importância. O que interessa somos nós dois e a vontade de viver aquele momento. Numa história de amor há dois elementos. E é quanto basta! No dia a dia já não é assim, a família e os amigos são vitais, é claro! No entanto, para casar, para prometer o nosso amor um ao outro, bastamos nós, o nosso afecto, e a certeza do que queremos! Assim, fomos de férias e voltámos casados! Casados um com o outro e casados com a vida e para a vida. Parece que o encantamento de que nos enchemos com tudo isto, ainda nos fez apaixonar mais um pelo outro. O nosso sorriso tornou-se ainda mais cumplice! É bonito viver este estado de alegria e esperança, de incredulidade e sonho. Estamos muito contentes e tem sido um não parar de comemorações umas atrás das outras! Uma no próprio dia, com amigos que vivem lá em Miami, como não poderia deixar de ser! Outra uns dias depois em Orlando quando fomos ter com outros amigos que também lá estavam de férias, e outra este fim-de-semana em nossa casa para os amigos cá em Portugal. E não fica por aqui!!! LOL. Em Outubro há mais! Temos festa na Venezuela onde nasceu o meu marido! Não deve haver casamento mais comemorado que o nosso! LOL. Resta agora os papéis estarem todos tratados cá em Portugal para fazer mais uma festa, mas essa será já em plena Lua de Mel.
Beijinhos e abraços a todos.

terça-feira, 13 de maio de 2008

O pedido do Bernardo

O Bernardo é um rapaz de 23 anos que acredita! Acredita num mundo melhor, acredita na mudança, acredita na solidariedade. Parabéns Bernardo. Obrigada por nos dares algum ânimo e por renovares a nossa esperança. Obrigada por de certa forma nos aproximares uns aos outros. Tem sido comovente ver as listas enormes de pessoas amigas de amigos de amigos nossos a responderem ao teu apelo. Todos estamos dispostos a envolver-nos no teu sonho, que afinal também é nosso! De certa forma, acho que uma vez ou outra ao longo da vida já todos passámos por essa fase em que acreditámos que podíamos fazer a diferença. Pena é que não tenhamos todos acreditado tanto como tu que isso possa ser possível. Ás vezes faz falta alguém assim, como tu Bernardo. Mesmo achando que vai ser difícil encontrar uma solução viável para a tua iniciativa, aguardo instruções. Se for funcional, acredita que contribuirei com um euro por mês para ajudar várias causas e instituições sociais com muito gosto! Já tens o meu mail.
Só tenho pena que alguns amigos tenham deixado de acreditar ao longo do seu precurso. Amigos a quem não foi feita justiça, amigos a quem o Estado lesou financeiramente, amigos que não receberam o devido apoio ou reconhecimento pelas suas iniciativas. Amigos a quem tentaram raptar filhos, amigos a quem assaltaram casas, deixaram morrer famíliares, sei lá, de tudo um pouco. Pessoas a quem a polícia e a sociedade não apoiaram, não deram qualquer tipo de resposta na procura de uma solução. Pessoas que por estes motivos se sentiram sem esperança, desamparadas e por isso deixaram de acreditar.
Não deixem que os maus tratos vos isolem do mundo, vos fechem no vosso medo e na vossa revolta. Esforçem-se por vocês mesmos, por aqueles que amam, não deixem morrer a esperança, não sintam que estamos num beco sem saída. Isso seria o fim. Para o bem de todos nós, temos que voltar a acreditar, por muitos tombos que nos façam dar no caminho.

Um abraço para ti Bernardo.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Por entre o fumo alheio...

Desde Janeiro que todos sabemos ser proíbido fumar dentro dos locais de trabalho. Todos sabemos que toda a gente continua a fumar dentro do local de trabalho se porventura os patrões ou os superiores hierárquicos forem fumadores. Toda a gente sabe que só no dia em que as empresas forem valentemente multadas cumprirão essa lei. Só não percebo a passividade daqueles que não fumam e se calam e engolem a fumarada alheia tranquilamente, mesmo com a lei do seu lado! Se se queixassem sem medo, juntos conseguiriam ter peso para alterar esta situação. Mas não, ás vezes sinto como se fosse eu a única incomodada!
Além do total desrespeito por quem não fuma, é uma lei que está a ser violada!
Não sou hipócrita e admito que já fumei. Nunca fui viciada mas sempre fumei um cigarro ou outro. Nos últimos tempos já só fumava um ou dois depois de jantar a acompanhar um café ou um copo de vinho. Entretanto, parei. E já lá vão uns meses... Sinto-me bem com isso e aprecio esta nova vida longe do fumo. É curioso no entanto, como mesmo depois de termos estado do outro lado, uma vez que paramos começamos a achar o tabaco uma coisa suja e sem graça. Perdemos até um pouco da admiração por certas pessoas só pelo facto de fumarem. É uma coisa que em nada nos valoriza e nada tráz de bom ás nossas vidas. Mesmo assim, admito que se sair á noite ou se for a uma jantarada bem regada, que sinto a falta de um cigarrinho social. Mas não cedo, até porque nas duas vezes em que o fiz, fiquei agoniada, muito mal disposta e bastante arrependida pela fraqueza.
Estou bem assim. Só lamento que no meu local de trabalho nada tenha mudado. Tenho noção que para certas pessoas o nível do vício é tão alto que entre trabalhar sem fumar ou ir embora, alguns deles teriam que abdicar do seu emprego!... Mas há uma solução, e curiosamente aqueles que o fazem são os mais novos e os que não estão em lugares de chefia. Irem fumar para a rua. O vício é deles, eles que aguentem sozinhos com as consequências! Mas não, fumam pelos corredores que deixam empestados, fumam nas nossas salas como se nós não existissemos e fossemos seres de sumenos importância (sem direito a ficarmos incomodados com os fumo deles). Quando fumam nas suas próprias salas, para conseguirem suportar o ambiente que lá fica, abrem as portas e janelas e quem aguenta com o fumo, o frio e as correntes de ar em cima são os outros todos, mesmo em pleno inverno! Porque é que não fecham as portas enquanto fumam lá dentro? Se gostam tanto do fumo que desfrutem dele sozinhos! Mas que se lixem os outros, hão-de pensar eles! Tenho pena que seja assim. Não sou santa nem exemplo para ninguém mas lembro-me bem de que quando fumava (pouco) respeitava as outras pessoas. Não fumava na sala de trabalho nem nos corredores. Só fumava onde era permitido e se fosse em zonas de restauração, perguntava ás pessoas das mesas ao lado se me autorizavam a acender o cigarro. Afinal, mais importante que a proibição seria a mudança de atitude dos fumadores.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Casar ou não casar, eis a questão!

Grande parte das pessoas hoje em dia aderiram á teoria de que o casamento já não faz sentido. É uma opinião tão válida como outra qualquer se bem que não é de todo a que eu defendo.
Se para alguns o casamento é demasiado definitivo e é isso que os assusta, para outros tem o mesmo peso que ir á rua comprar um par de calças novas... Também há quem diga que não consegue ver seriedade no acto quando a maior parte das pessoas sobe a um altar para fazer juras e aceitar compromissos que não vai cumprir, o que é verdade, lamentávelmente todos o sabemos...
Mas a culpa não é do casamento, a culpa é de quem se casa, que o faz livremente e depois não honra a sua própria decisão! Não que o casamento tenha que ser uma prisão eterna! Se se tem a má sorte de não ter um casamento bem sucedido, não temos que ficar presos a ele! Mas não deve ser visto levianamente, como coisa para uma semana ou dois meses! Acho tola a postura que vejo por aí de casar só porque 'chegou a altura' e depois se ver como corre! Pessoalmente acho que se devia casar menos e melhor. Não é necessário casar!!! Nem todos devem fazê-lo! Mas para quem se casa, para aqueles que chegam á conclusão de que é realmente isso que querem para sí, casar deve ser uma necessidade!...É que não há garantias de nada na vida, nem para mim nem para ninguém. Não sabemos que surpresas e desafios vamos ter que enfrentar ao longo dos nossos casamentos. Mas a beleza de tudo reside aí. Quando duas pessoas decidem casar, isso não deve ser motivado por nada exterior a elas. O casamento deve ser uma necessidade de ambos, uma vontade premente de entrega total, o desejo de dizer a alguém que se ama, só quero ser teu para o resto da minha vida e quero assumi-lo perante as nossas famílias e amigos mais próximos, perante toda a sociedade, mesmo não sabendo o que nos está reservado mas tendo a certeza de que é com aquela pessoa ao nosso lado que queremos viver tudo.
Já não se deve ver o casamento como um jogo de influências como tem sido ao longo da História, como uma forma que a Igreja arranjou de tentar acabar com a promiscuidade e de controlar os Homens dentro dos paramêtros que bem entendia, como forma de subsistência.
Não! Contra tudo e contra todos, contra as estatísticas e contra as opiniões gerais, sinto que agora é que o casamento pode fazer sentido como nunca. Agora é que podemos tornar o casamento um acto de amor e 'apenas' isso, sem interesses ou objectivos. Apenas um acto de entrega e de compromisso. Hoje em dia quase todos trabalham e bem ou mal cada um tem a sua independência. Bem ou mal, ninguém tem que casar para ter filhos. Bem ou mal, ninguém é mal visto por ser pai solteiro ou nunca ter casado ao 50 anos. Com o tempo começamos a aceitar aos poucos a liberdade de escolha sexual de cada um. Hoje em dia o casamento de ontem realmente já não faz sentido! Somos nós, aqueles que um dia ainda vão casar que podemos alterar o significado do verbo, e pode muito bem ser aquele que nós lhe dávamos em crianças...

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Menino ou menina

Em conversa com amigos calhou mais uma vez abordar-se a eterna questão: 'menino ou menina?'.
Um deles vai ser pai da Inês ainda esta semana! Está feliz e diz-se tranquilo. (Pois que aproveite bem essa tranquilidade porque só lhe vai durar mais uma semana!!!)
O bonito de tudo isto é que todos apesar de confessarmos a nossa preferência, acabamos sempre rematando que: 'na realidade tanto faz!' Claro que tanto faz!!! Que podemos nós fazer quanto a isso? Não depende da nossa vontade. É mais uma daquelas vicissitudes da vida que temos que aceitar. Não está nas nossas mãos. Os nossos filhos são uma dádiva da vida, o melhor que nos pode acontecer e, tal como uma prenda que recebemos sem estar á espera, não os podemos escolher. Só podemos garantir que sejam feitos com amor e esperar que isso de alguma forma se reflicta neles. Sejam o que forem, só temos que ficar gratos pela oportunidade de gerarmos uma vida. Por podermos ser nós a escrever nas páginas em branco daqueles seres que nos são entregues para cuidarmos e amarmos. São a oportunidade de usarmos aquilo que de bom recebemos dos nossos pais e de o melhorarmos, tentando não cair nos erros em que eles cairam. Vamos certamente 'topeçar noutras pedras' ao longo da nossa jornada pelo caminho da paternidade, é certo! Mas isso é inevitável. A vida está sempre a mudar e os tempos são outros. De dia para dia estamos cada vez mais afastados da realidade das gerações mais novas, tal como aconteceu com os nossos pais... Mas os nossos filhos são acima de tudo uma oportunidade que a vida nos dá de nos tornarmos melhores pessoas, só que uns aproveitam e outros não... No entanto, voltando ao assunto inicial, infelizmente, sinto que ainda há aquele preconceito em todas as camadas socias, sem excepção, de se desejar que o primeiro filho seja homem! Isto prende-se com o facto de se continuar com o nome da família... não vejo que tenha tanta importância assim e mesmo esses, os que preferem um rapaz por esses motivos, acabam por aceitar e amar as filhas da mesma maneira. O nome, por muito bonito e pomposo que possa ser, por muitas portas ou janelas que possa abrir, de nada vale quando o indivíduo não é merecedor dele. Em todas as famílias e penso que sem excepção também, há sempre os dignos e as ovelhas negras, os bons e os maus, os polidos e os brutos, os educados e os sem educção, os cultos e os incultos, os bem formados e os mau carácter. As famílias deviam preocupar-se mais com os valores que pensam incutir nas nos bébés que vão nascer do que com o sexo.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Quero amar, sempre!

Ás vezes penso como será o futuro... Gostava de manter para sempre a minha fé em algumas pessoas e a minha capacidade de amar. Acredito que sim, que é assim que vai ser. Se até agora não deixei que isso morresse em mim, é porque não vai acontecer, não mesmo! Gosto de olhar para aqueles casais que passaram uma vida inteira juntos e ainda trocam carinhos e elogios constantes. Gosto de ver pais que continuam a amar e cuidar dos filhos já adultos e destes por sua vez cuidarem dos pais com tanto zelo e atenção. Gosto de sentir essa intimidade que os une. Gosto de acreditar que ainda é possível amar assim e que a velocidade e indiferença do quotidiano ainda não conseguiu eliminar tudo de bom que há nas pessoas e no mundo. Já não me considero ingénua, mas fui, em tempos... Talvez por demasiado tempo! Mas já não sou. Apenas quero ter fé num mundo melhor, em pessoas melhores, na existência do amor transparente e generoso, na verdade e nos amigos...

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Aprender a ser feliz

Tenho um amigo que me dizia com bastante frequência que o meu mal era ter medo de ser feliz. Dizia-me que não me conseguia entregar nas mãos de quem me tratava bem, não tanto por masoquismo mas talvez por estar habituada a que as pessoas mais tarde ou mais cedo me falhassem. Essa era a sua explicação para a minha insistência em escolher ou manter namoros ou amizades "complicadas" que me faziam miserávelmente infeliz e que ele não compreendia. De acordo com o meu amigo, eu fazia-o porque inconscientemente isso me fazia sentir segura. Tinha á partida a certeza de que me iam falhar e de que não poderia contar com eles para nada e isso era a minha segurança. Não ia ter surpresas nem desgostos inesperados. Já sabia com o que contava e era aquilo! Depois, restava-me desabafar, queixar-me quando tinha oportunidade para isso e voltar ao meu dia-a-dia insignificante. Custa-me acreditar na teoria do meu amigo embora ele possa ter alguma razão. Eu sempre quiz muito ser feliz. Sempre lutei por isso (da forma errada admito), mas sempre ambicionei viver o mais possível uma vida cheia de sorrisos genuínos e de suspiros cheios de satisfação.
Compreendo porque ele me dizia isto uma e outra vez... é que sempre que a felicidade me batia á porta eu mostrava algum agrado mas ao fim de dois ou três dias, atirava-lhe com a porta na cara e lá voltava eu para aquela vida que eu já conhecia e que me esvaziava noite após noite. E aí deitava a minha cabeça na almofada e chorava.
Eu vivi sempre muito presa ás pessoas, a tudo ao meu redor. Tenho problemas com despedidas, confesso. Sempre sonhei com o novo e inesperado mas sempre me mantive agarrada a tudo, incluíndo quem me deitava abaixo e me anulava.
Mas tudo mudou!
Foi preciso muito sofrimento para aprender a valorizar o que realmente tem valor nesta vida. Não que eu não desse valor ás coisas certas, sempre soube o que interessava e o que não valia nada. Mas entre o saber e o praticar ou entre o saber e o sentir...vai uma distância.
Aprendi. Foram anos e anos de dor, muita dela excusada mas foi assim que teve de ser. A lição foi estudada e vivida exaustivamente. Agora sei o caminho a percorrer. A vida afinal também pode ser boa e gratificante! Cabe-nos a nós não fecharmos a porta á felicidade quando ela se depara no nosso caminho! Há que saber reconhecê-la e agarrá-la de imediato. A vida é curta, demasiado curta para perdermos tempo a viver rodeados de quem não nos faz felizes. Este é o meu novo lema. É com ele que começa a minha nova vida e este novo blog.